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REABILIDADES V 15 e 16 de Setembro de 2011 Porto, Auditório da Biblioteca Almeida Garrett (palácio de Cristal)
Comissão Organizadora: Enfermeiros de Reabilitação ex-alunos do 2º Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação da ESEP
Comissão Científica: Presidente: José Manuel Rodrigues - APER Anabela Coelho - SOSReabilita Bárbara Gomes - ESEP Célia Alves - CHP. EPE Cláudia Machado - SOSReabilita Cristina Loureiro - SOSReabilita José Manuel Correia - APER Maria Arminda Costa - FINE/ESEP/ESEL/UL/UNIFAI Maria Helena Almeida - APER Maria Manuela Martins - ESEP
REABILIDADES V: Avaliação (pdf) (clique para abrir) Sessão de Encerramento (pdf) (clique para abrir)
Sessão de Enceramento: Chegamos ao final de mais um REABILIDADES. Foram 2 dias, 3 Workshops, 6 Mesas, 25 palestrantes e 240 pessoas envolvidas. Este REABILIDADES incidiu na Reabilitação Cognitiva; sendo uma área pouco explorada na Enfermagem de Reabilitação, urge que cada enfermeiro de reabilitação pense, fale, discuta, investigue e pratique Reabilitação Cognitiva. Foi este o mote para as palestras a que assistimos nestes 2 dias, e que começaram brilhantemente com um programa de reabilitação psicomotora na pessoa idosa com patologia mental, apoiado no conceito de psicomotricidade (em que o corpo é uma ferramenta através do qual se exercita a mente e vice-versa). A reestruturação cognitiva é outro conceito fundamental e que se baseia na importância da percepção, das distorções cognitivas, das crenças irracionais e das atribuições que as pessoas tendem a fazer de uma determinada situação. Tudo isto pode contribuir para evitar a atrofia das estruturas cognitivas, naquilo que se pode definir desuso cognitivo e que é uma realidade muito presente nos nossos contextos de trabalho. Chegados à Mesa II, assistimos à apresentação da atividade da CERCI de Espinho na reabilitação/habilitação para pessoas com deficiência intelectual, permitindo desta forma que desenvolvam capacidades e competências ao nível da sua autonomia, preparando-os o melhor possível para viver em sociedade. E falando em sociedade, não nos podemos esquecer dos cuidadores de pessoas com limitações cognitivas, tais como os pais idosos que cuidam de filhos deficientes, os quais experienciam vivências e que necessitam de ser trabalhadas para evitar o stress do cuidador ou o prejuízo da própria pessoa cuidada. Na continuidade, surgiu o projecto “Viver com a demência – reabilitação neuro-psicológica” que nos facultou alertas perante um cuidador de uma pessoa com dependência, com enfoque nos aspectos como a segurança, a comunicação e a estimulação cognitiva para o desenvolvimento das AVD. Aqui, a interdisciplinaridade entre os diversos profissionais (nomeadamente entre o enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação e enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiatria), permite um cuidado mais integral ao doente e prestador de cuidados. No período da tarde, assistimos a um número de dança protagonizado por pessoas com limitação funcional, cuja qualidade levou a que toda a plateia aplaudisse de pé. No seguimento, decorreu o Painel Interactivo, onde um conjunto de peritos em Enfermagem de Reabilitação interagiu com a plateia na procura de respostas à questão inicial: “Reabilitação Cognitiva em Enfermagem de Reabilitação: que competências?”. Desde a diferenciação entre estimulação/treino/reabilitação cognitiva até aos processos de avaliação e referenciação para outros profissionais, muitos foram os aspectos focados. De todos eles, fica a tónica comum: este é um assunto pouco explorado e que é urgente aprofundar através de investigação séria e sistemática. Já no dia 16 de Setembro, assistimos na 3ª Mesa à empolgante apresentação sobre engenharia informática e reabilitação cognitiva, onde ficou patente que só com conhecimentos sólidos se prestam bons cuidados e que há tecnologias disponíveis para treino específico de várias alterações cognitivas, fáceis de utilizar por qualquer indivíduo. E por falar em facilidade ou simplicidade, foram de seguida exemplificadas várias técnicas utilizadas pelos cegos ou amblíopes com bengala, nos percursos de rua; foram também descritas algumas barreiras arquitectónicas que os invisuais enfrentam diariamente e que constituem obstáculos na sua transição da imobilidade à autonomia. Esta palestra culminou com o testemunho de uma invisual que perdeu a visão progressivamente a partir dos 23 anos e que nos trouxe a sua vivência durante o processo de evolução da doença. Na mesa seguinte começámos por abordar a intervenção em doentes amputados, onde coexistem várias reacções emocionais (vergonha, depressão, negação e perda, sendo este o sentimento dominante). Foi descrito que alguns autores comparam o processo de perda de um membro ao processo de luto decorrente da morte de um parente, e que a rejeição (em especial nos jovens) é um sentimento também muito frequente. Nestes casos, um grupo psico-educativo proporciona interacção entre as pessoas (nomeadamente com a presença de amputados adaptados), promovendo a troca de conhecimentos sobre a doença. Na palestra seguinte reflectimos sobre a importância da sistematização da avaliação cognitiva na pessoa com TCE, recorrendo a instrumentos de avaliação rigorosos – versão traduzida da Escala Cognitiva Rancho Los Amigos. Trata-se de uma escala constituída por 8 descritores que enquadram o nível de consciência do doente e a sua capacidade de interagir; percepção, pensamento, raciocínio e memória são alguns aspectos tidos em conta nessa avaliação. Continuando no âmbito da avaliação, abordámos se seguida a avaliação psicológica do cuidador informal (CI), onde o amor e afecto são sentimentos a valorizar na procura da motivação para o cuidar de uma pessoa dependente. A doença implica no CI alterações de rotinas, de papéis, ameaças ao desequilíbrio; face a isto, as estratégias de coping podem ser diferentes: coping positivo (resiliência) ou coping disfuncional (burnout). E ainda no contexto da avaliação, vimos a palestra seguinte versar sobre avaliação cognitiva e reabilitação em TCE ligeiros, onde foi apresentado um estudo realizado com a intenção de determinar a deterioração cognitiva e o estado depressivo em indivíduos com TCE ligeiro e sem TCE. Os resultados revelam que os níveis de depressão são maiores nos indivíduos que sofreram TCE do que nos outros. Embora este resultado seja o esperado, foi a primeira vez que foi provado através de investigação. Na 5ª Mesa focalizamos a temática do idoso. Começámos pelo envelhecimento e qualidade de vida, onde assistimos a um estudo centrado na promoção, manutenção e recuperação da autonomia funcional de idosos nas AVD’s, onde através de atividades específicas, os idosos melhoraram a sua autonomia e a sua auto-estima. Foi também apresentada a importância de um centro de dia para pessoas com doença de Alzheimer, neste caso o Centro de Dia “Memória de Mim”, que possui Grupos de Estimulação que têm como objectivo a estimulação cognitiva/motora/sensorial, a promoção da autonomia, a prevenção da deterioração de competências, a promoção da relação interpessoal, o convívio, a partilha de experiências e o alívio do cuidador. Embora este centro não inclua um enfermeiro, foi reconhecido que s sua presença seria uma mais-valia. Chegámos assim à Mesa 6, onde passámos para o outro extremo da linha da vida: a pediatria. Começámos pela intervenção do terapeuta ocupacional em pediatria, que se desenvolve em diferentes contextos e em diversas vertentes, desde actos simples de autocuidado até brincadeiras complexas. De salientar que esta interacção é complementada pela atividade do fisioterapeuta para optimizar o processo terapêutico. E por falar em equipa, vimos exactamente isso na palestra seguinte, onde foi apresentada a estimulação do recém-nascido (RN) com encefalopatia hipóxica isquémica por uma enfermeira especialista em enfermagem de reabilitação e uma terapeuta da fala. Dado que estes eventos hipóxicos são graves, uma estimulação sistematizada e multidisciplinar optimiza o alcance de ganhos nestes RN. Por fim, mas não menos importante, assistimos ao Serviço de Tecnologias de Apoio da Associação do Porto de Paralisia Cerebral. Também aqui vimos o trabalho de equipa, desta feita na adequação de tecnologias para fins específicos de acessibilidade e usabilidade. Paralelamente todas estas palestras, decorreram 3 workshops: Reabilitação cognitiva da pessoa com TCE: projecto de intervenção, Reabilitação Cognitiva e Usabilidade e acessibilidade nas novas tecnologias.
De referir ainda que o REABILIDADES V contou com a apresentação de pósteres e comunicações livres, de onde emergiram os seguintes premiados:
COMUNICAÇÃO LIVRE: 1º Prémio: Reabilitação integral Autores: Elisabete Da Conceição Vilar Gregório Sousa, Mário Joaquim Carmo Pereira Pinto e Sandra Cristiana de Sá Nogueira Coutinho
PÓSTERES: 1º Prémio: Escalas de avaliação na reabilitação cognitiva Autores: Elisabete Da Conceição Vilar Gregório Sousa, Mário Joaquim Carmo Pereira Pinto e Sandra Cristiana de Sá Nogueira Coutinho
2º Prémio: Avaliação neurocognitiva - estratégias de intervenção após TCE Autora: Anabela Picado
3º Prémio: Tabagismo e DPOC - papel da reabilitação Autoras: Alexandra Sofia Faria Fernandes de Oliveira, Maria Manuela Moreira Azevedo Ferreira e Sidónia de Fátima Amaral Pacheco
E assim se deu por terminado mais um REABILIDADES… Voltamo-nos a encontrar no próximo ano!
Ate breve!
P’la APER e P´la Comissão Organizadora, Belmiro Rocha e Rui Pedro Silva |
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965605781 | reabilidades@gmail.com |
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15-16.Set.2011 |
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Reabilitação Cognitiva |
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Porto Palácio de Cristal |






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